A renovação de Memphis Depay com o Corinthians entrou em um terreno perigoso. Embora o técnico Fernando Diniz tenha tentado tranquilizar a torcida após a eliminação na Copa do Brasil, afirmando que um desfecho positivo está próximo, o que ocorre nos bastidores do Parque São Jorge é uma disputa de poder que envolve o presidente Osmar Stabile.

O jogador de 32 anos já aceitou os termos, que incluem uma drástica redução salarial, mas o entrave é jurídico e político. O principal ponto de discórdia é uma cláusula de segurança exigida pelos advogados do holandês: caso o clube atrase qualquer uma das quatro parcelas da dívida de R$ 42 milhões, o montante total deve ser quitado imediatamente, com juros e multa. O Corinthians, ciente de sua fragilidade financeira, teme o risco de um pagamento súbito que comprometa o caixa.

Além do fator financeiro, há uma divisão interna severa. Enquanto o departamento de futebol defende a permanência do craque, conselheiros e diretores pressionam Stabile contra o acordo. Muitos aliados consideram a dívida com Memphis uma 'herança maldita' da gestão anterior e ameaçam retirar apoio ao atual presidente caso o contrato seja assinado. O impasse coloca o Corinthians em uma encruzilhada: garantir o reforço para a Libertadores ou preservar o fôlego financeiro para futuras eleições e contratações.

Perguntas frequentes

Por que Memphis Depay ainda não renovou? O impasse envolve uma cláusula de quitação imediata da dívida de R$ 42 milhões em caso de atraso, o que gera temor financeiro no clube.

Qual a posição de Fernando Diniz? O técnico confia na renovação e afirma que o jogador é decisivo e essencial para o brilho do time.